Se as Mulheres Tivessem Asas
Porque muitas vezes todas nós gostaríamos de ter uma Miss Zora como amiga e aliada.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
quarta-feira, 26 de junho de 2013
E se as mulheres tivessem asas? (3)
Todo mundo sofre. Mas nem todo mundo pode falar disso abertamente.
Hoje estava conversando com uma amiga sobre problemas em comum que enfrentamos, e de como às vezes parece que ninguém mais sofre com eles. Acabamos por concluir que as outras pessoas - especialmente as mulheres - quase sempre omitem seus problemas, por medo, por insegurança, por trauma, pelo status...
Veio a ideia de um blog, em que pudéssemos contar histórias nossas e de outras mulheres que vivem situações muito difíceis, mas não têm com quem desabafar.
Postei no Facebook um pedido de colaboradoras, para coletarem histórias. Uma amiga muito amada se ofereceu. Quando fui explicar pra ela a razão do blog, ela me disse que não teria condições de nos ajudar, especialmente por estar vivendo situações que queríamos expor, e ela quer esquecer.
Conversando com outras amigas, percebi que MUITAS mulheres sofrem caladas, mas gostariam de poder falar. E criamos então esse blog.
Para a mulher que "não faz as unhas, não cuida dos cabelos, e ainda assim espera que seu marido não vá atrás de outra mulher mais arrumada". Para a mulher que "reclama da falta de dinheiro em casa mas não quer colocar os filhos numa creche pública pra ir trabalhar". Para a mulher que "tem filho alérgico porque não ora com fé pedindo cura". Para a mulher que "não faz nada o dia inteiro e ainda quer ajuda quando o marido chega em casa cansado depois de um longo dia de trabalho". Para a mulher que "apanha porque toda mulher, no fundo, no fundo, gosta de apanhar". Para a mulher que "está reclamando de cólica ou uma outra dorzinha qualquer quando minha mãe sempre cuidou dos filhos e nunca deu uma desculpa".E para tantas outras mulheres, silenciadas por uma sociedade "careta e covarde", que prefere nos pisar e amordaçar a reconhecer que essa violência histórica precisa acabar.
Gostaria de abrir este espaço para mulheres que queiram contar sua história aberta ou anonimamente. Tenho certeza de que contando a sua história você ajudará mulheres que vivem uma escravidão emocional e até mesmo física, que suportam todo tipo de abuso por não saberem que podem resistir, podem bater o pé e se recusarem a viver debaixo dessa imoral e antiquada submissão. Compartilhando nossas experiências, poderemos inspirar umas às outras, e nos armaremos de coragem e força para lutar contra essa castração emocional a que fomos submetidas antes mesmo de nascermos.
"Fale ou escreva, e o mundo se tornará um lugar mais claro...Pode ser até que suas palavras mudem o mundo." (Connie May Fowler)
Hoje estava conversando com uma amiga sobre problemas em comum que enfrentamos, e de como às vezes parece que ninguém mais sofre com eles. Acabamos por concluir que as outras pessoas - especialmente as mulheres - quase sempre omitem seus problemas, por medo, por insegurança, por trauma, pelo status...
Veio a ideia de um blog, em que pudéssemos contar histórias nossas e de outras mulheres que vivem situações muito difíceis, mas não têm com quem desabafar.
Postei no Facebook um pedido de colaboradoras, para coletarem histórias. Uma amiga muito amada se ofereceu. Quando fui explicar pra ela a razão do blog, ela me disse que não teria condições de nos ajudar, especialmente por estar vivendo situações que queríamos expor, e ela quer esquecer.
Conversando com outras amigas, percebi que MUITAS mulheres sofrem caladas, mas gostariam de poder falar. E criamos então esse blog.
Para a mulher que "não faz as unhas, não cuida dos cabelos, e ainda assim espera que seu marido não vá atrás de outra mulher mais arrumada". Para a mulher que "reclama da falta de dinheiro em casa mas não quer colocar os filhos numa creche pública pra ir trabalhar". Para a mulher que "tem filho alérgico porque não ora com fé pedindo cura". Para a mulher que "não faz nada o dia inteiro e ainda quer ajuda quando o marido chega em casa cansado depois de um longo dia de trabalho". Para a mulher que "apanha porque toda mulher, no fundo, no fundo, gosta de apanhar". Para a mulher que "está reclamando de cólica ou uma outra dorzinha qualquer quando minha mãe sempre cuidou dos filhos e nunca deu uma desculpa".E para tantas outras mulheres, silenciadas por uma sociedade "careta e covarde", que prefere nos pisar e amordaçar a reconhecer que essa violência histórica precisa acabar.
Gostaria de abrir este espaço para mulheres que queiram contar sua história aberta ou anonimamente. Tenho certeza de que contando a sua história você ajudará mulheres que vivem uma escravidão emocional e até mesmo física, que suportam todo tipo de abuso por não saberem que podem resistir, podem bater o pé e se recusarem a viver debaixo dessa imoral e antiquada submissão. Compartilhando nossas experiências, poderemos inspirar umas às outras, e nos armaremos de coragem e força para lutar contra essa castração emocional a que fomos submetidas antes mesmo de nascermos.
"Fale ou escreva, e o mundo se tornará um lugar mais claro...Pode ser até que suas palavras mudem o mundo." (Connie May Fowler)
E se as mulheres tivessem asas? (2)
"Se as mulheres tivessem asas" (Before Women Had Wings) é um filme de 1997, baseado no livro "Before Women Had Wings" de Connie May Fowler.
O filme conta a história de Bird, uma menina de nove anos de idade, irmã de Hank e Phoebe. Seu pai, Billy, não consegue deslanchar em sua carreira de músico country e extravasa seu descontentamento ageredindo a mãe de Bird, Glory Marie.
A vida de Bird é marcada por muita violência e dor. Seu irmão, Hank, não suporta a violência familiar e sai de casa. Mais tarde seu pai Billy comete suicídio. Bird, Phoebe e Glory Marie são obrigadas a se mudarem para um motel e sua mãe começa a beber a culpá-la pelo suicídio de seu pai. Em seguida sua mãe passa a espancá-la também.
Bird conhece Zora, uma mulher de história muito sofrida, mas muito amável e sábia. E é então que Bird enxerga uma luz no fim do túnel.
O filme é muito triste, muito forte, dolorido. Especialmente se você se enxergar em uma das situações vividas por Bird e sua família. Sobretudo, o filme fala de amizades que podem nascer em momentos de dor. Fala da força que uma pessoa pode encontrar ao se deparar com outras pessoas que estão passando ou já passaram por momentos difíceis.
O drama é inspirado numa história real, é uma espécie de biografia suavizada de Connie May Fowler.
Este filme é um "must see". Se você ainda não assistiu, assista. E se já assistiu, comente aqui suas impressões. E depois recomende.
O filme conta a história de Bird, uma menina de nove anos de idade, irmã de Hank e Phoebe. Seu pai, Billy, não consegue deslanchar em sua carreira de músico country e extravasa seu descontentamento ageredindo a mãe de Bird, Glory Marie.
A vida de Bird é marcada por muita violência e dor. Seu irmão, Hank, não suporta a violência familiar e sai de casa. Mais tarde seu pai Billy comete suicídio. Bird, Phoebe e Glory Marie são obrigadas a se mudarem para um motel e sua mãe começa a beber a culpá-la pelo suicídio de seu pai. Em seguida sua mãe passa a espancá-la também.
Bird conhece Zora, uma mulher de história muito sofrida, mas muito amável e sábia. E é então que Bird enxerga uma luz no fim do túnel.
O filme é muito triste, muito forte, dolorido. Especialmente se você se enxergar em uma das situações vividas por Bird e sua família. Sobretudo, o filme fala de amizades que podem nascer em momentos de dor. Fala da força que uma pessoa pode encontrar ao se deparar com outras pessoas que estão passando ou já passaram por momentos difíceis.
O drama é inspirado numa história real, é uma espécie de biografia suavizada de Connie May Fowler.
Este filme é um "must see". Se você ainda não assistiu, assista. E se já assistiu, comente aqui suas impressões. E depois recomende.
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